Você está vendo os artigos na categoria Colunas
Este é o título de um livro que se refere à construção de um boneco que tem a base redonda e pesada e por isso só fica de pé, não para deitado.
Pois bem, pegando carona nessa ideia, quero falar sobre um tema que me intriga bastante, a teimosia. Por que certas crianças têm tanta necessidade de teimar? Em fazer valer os seus desejos custe o que custar?
Então eu penso na questão que nunca chegamos a uma conclusão, quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? Da mesma forma então pergunto: a criança teimosa veio primeiro ou vieram primeiro os pais que a tornaram assim? A criança é por natureza teimosa, ou ela se torna teimosa pela forma inadequada de se lidar com ela? A criança é teimosa porque é ou porque a induziram a ser assim?
Fundamento esta questão através de constatações colhidas ao longo de muitos anos de experiência com crianças e também em referenciais pedagógicos, considerando a natureza da criança e suas características, de acordo a cada faixa etária.
É claro que certas crianças são mais difíceis de lidar do que outras, há que se considerar o temperamento de cada uma. Aquelas que têm temperamento mais calmo exigem menos, porém as de temperamento mais inquieto, exigem dos pais muito mais paciência e compreensão, assim como estratégias mais elaboradas. Em ambos os casos, pode-se desenvolver resistência em maior ou menor escala se não se utilizar os recursos necessários para evitá-la.
A criança que é confrontada todo momento através de admoestações, cobranças e críticas, vai desenvolvendo uma resistência contra estes comandos desprovidos de empatia, tornando-se um João teimoso igual ao boneco da história. Parece ter um peso que não a deixa nunca ficar a favor e sim sempre contra as determinações e/ou combinados dos pais.
Quando a criança mais precisa dos pais, nos momentos difíceis, é nessa hora que se faz necessária uma orientação segura, impregnada de afeto e muita sabedoria, para não gerar a tal resistência. Diante de uma ação inadequada faz-se necessário corrigir, porém é preciso saber corrigir, utilizando um método adequado de correção, apontando com calma, a solução para o problema.
São sábios os pais que aproveitam os momentos de crise dos filhos para se aproximar deles com empatia e assim compreender o que estão sentindo nesse momento para poder ajudá-los. Sendo assim, a criança não terá necessidade de enfrentá-los tornando-se os teimosos que tanto incomodam os pais, chegando mesmo a considerá-los adversários.
Para que a teimosia não ocupe lugar de destaque na educação dos filhos, quatro ingredientes são indispensáveis, necessários e fundamentais: paciência , compreensão, empatia e afeto. Portanto use e abuse desses ingredientes que custam tão pouco e valem tanto.


imagem: Getty Images
A alfarrobeira é uma árvore nativa da costa do Mediterrâneo, é uma vagem semelhante ao feijão, de sabor adocicado. É um alimento saudável e de elevado valor nutritivo, sem lactose, sem glúten e sem cafeína. Contém: vitamina B1 que colabora para o bom funcionamento do sistema nervoso, músculos, coração e melhora o raciocínio; niacina que mantém a pele saudável; vitamina A que é essencial para o crescimento dos ossos e dentes e saúde da visão; possui ainda alto teor de vitamina B2, responsável por extrair energia de gorduras, proteínas e carboidratos no nosso corpo; cálcio, magnésio e ferro, e ainda um correto balanceamento de potássio e sódio.
A alfarroba não possui qualquer agente alergênico ou estimulante tais como a cafeína presente no cacau. Embora apresente um alto teor de açúcares naturais possui um baixo conteúdo calórico devido à quantidade quase imperceptível de gorduras e alta quantidade de fibras naturais e possui potencial antioxidante muito elevado.
Um estudo da Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, mostrou que quem consome a alfarroba tem o apetite mais controlado e as menores taxas de triglicérides em comparação aos que consomem chocolate ao leite e chocolate com 50% de cacau. (link)
Por ser um alimento muito saboroso e de valor nutritivo bem interessante acaba sendo uma excelente opção para oferecer aos nossos filhos principalmente na páscoa já que temos no mercado ovos, bombons e barras de alfarroba.
O que é importante saber é que no mundo da nutrição sempre haverá prós e contras em tudo que pesquisarmos. A dica que deixo é conhecer seu corpo e avaliar a reação dele com todos os alimentos e entender que tudo que se consome em exagero fará mal, comer um pouco de tudo é um caminho que pode dar certo.
Ensine seu filho ter escolhas inteligentes garantindo assim uma vida saudável!


Melanie
Há diferentes pontos de vista por parte dos pais com relação aos bebês usarem chupeta. Enquanto há pais que colocam a chupeta como parte integrante do enxoval do bebê, há outros que são contra o seu uso, considerando-a desnecessária, servindo apenas como um hábito difícil de tirar da criança mais tarde.
Vejamos alguns pontos que servirão para elucidar esta questão que chega a ser polêmica dentro da própria família, por causa de seus prós e contras.
Considerando que a sucção é um reflexo natural dos bebês, que ela é vital para o crescimento e desenvolvimento, principalmente em seu primeiro ano de vida e que promove a liberação de endorfina, um hormônio que produz um efeito de modulação da dor, do humor e da ansiedade, a chupeta é necessária. Há bebês que chupam o dedinho já dentro do útero materno, manifestando assim a sua necessidade instintiva de sucção.
Quando o bebê é amamentado pela mãe, a amamentação é suficiente para satisfazer o desejo básico de sucção do bebê, desde que ele esteja mamando exclusivamente no peito e a mãe o ofereça sempre que o bebê quiser. Além do que, mamar no peito é muito importante para o desenvolvimento da mandíbula e dos músculos da mastigação.
Embora chupar a chupeta é diferente da sucção no peito materno, ela propicia a sucção que funciona como calmante em situação de cansaço e sono, pois a sucção provoca sensação de prazer e bem estar.
Há bebês que rejeitam definitivamente a chupeta e outros que a aceitam na primeira oferta. Nesse caso não há como impor, é preciso respeitar a opção do bebê.
Estes são os aspectos positivos do uso da chupeta, porém não podemos ignorar os danos que ela pode causar se o tempo de uso não for respeitado. Podemos considerar tolerável seu uso até dois anos, após essa idade eles serão inevitáveis se o uso for muito prolongado, podendo ocorrer:
- alterações odontológicas;
- atraso na linguagem oral;
- pode prejudicar a amamentação;
- questões emocionais;
Porque dois anos é a idade limite? Nessa fase a criança já deverá ter a dentição completa, ter posse da linguagem oral, estar fisiológica e emocionalmente madura para controlar os esfíncteres, ter capacidade de ter atitudes autônomas para se alimentar, fazer uso do sanitário, viver sem a chupeta e ser capaz de entender comunicados e combinados feitos com os pais.
Com dois anos, o bebê passa a ser uma criança, portanto não deve ser mais tratado como bebê .
Como proceder de forma correta para que a criança se livre da chupeta?
Este é o maior problema dos pais, como mudar um hábito privando a criança de algo que até então trazia tantos benefícios. Trazia mas já não traz mais, esta é a primeira tomada de consciência.
Primeiramente é preciso fazer uso de uma metodologia fazendo uso de atitudes pedagógicas tais que ajudem a criança a se libertar da chupeta sem grandes dificuldades. Ela deverá ser motivada a deixar a chupeta e nunca ser forçada ou enganada. Promessas falsas e barganhas incongruentes devem ser evitadas. Uma boa conversa, informando-a de como vai ser esse novo momento, a ajudará a entender melhor a mudança. É importante motivar a criança para que ela concorde em deixar a chupeta, embora ela peça depois, a decisão deve ser dela e ser mantida com apoio. Uma vez retirada a chupeta não se volta atrás, nada de peninha, de arrependimento e incertezas. Não deixe nenhuma chupeta guardada, se não, ao primeiro choro da criança ela a terá de volta, é difícil resistir a tentação de satisfazer o seu desejo e assim cessar o choro que tanto convence os pais.
A postura firme e decidida dos pais, ajuda a criança a superar a dificuldade de ficar sem a chupeta. Três dias são suficientes para que ela se liberte do hábito e não sinta falta da “valiosa” chupeta e viva feliz e contente sem ela para sempre.
Alerto para a típica proposta que se faz à criança em período de natal, pedindo que ela dê a chupeta ao papai noel. Esta não é uma boa ideia, ele pode se tornar um vilão ao invés do bom velhinho que simboliza bondade, carinho e magia. Sentimentos confusos podem surgir e ela ficar emocionalmente prejudicada.
Vou relatar um fato que ocorreu com uma criança há bem pouco tempo, sua mãe lhe propôs que desse sua chupeta ao papai noel, e em troca ela poderia pedir o que quisesse . Ela concordou e deu a sua chupeta e logo após fez seu pedido ao papai noel. Sabe o que ela pediu? Uma chupeta nova!
É muito importante tratar desse assunto com naturalidade, honestidade e muito respeito aos sentimentos da criança. Substitua a pena por respeito que sempre dará certo.

Na semana que vem falaremos mais sobre a chupeta, do ponto de visto odontológico. Aguardem!

imagem: Pinterest
Esta foi a pergunta que me fez uma jovem mãe, ao pensar em engravidar pela segunda vez, já tendo uma filha com mais de dois anos.
Não existe uma hora certa ou a melhor hora para a chegada de um segundo filho. O que existe é saber tomar essa decisão sem grandes preocupações ou dúvidas, levando em consideração alguns pontos que veremos a seguir.
Primeiramente é preciso que o casal esteja de acordo, para que juntos possam planejar e analisar todos os aspectos dessa decisão. É muito bom planejar a chegada de um filho, porque traz segurança e estabilidade emocional para toda a família.
É importante saber o que significa e exige de ambos, educar, sustentar e cuidar de duas crianças com pouca diferença de idade, se esse for o caso, e se prepararem para assumir essa importante tarefa. Sendo assim não haverá motivos para ter medo ou inseguranças.
Se a sua criança é educada com autonomia, usando métodos adequados para estabelecer disciplina e limites, e se a legítima autoridade é exercida por ambos, com regras claras, então não será difícil receber uma nova criança para educar e cuidar ao mesmo tempo.
Outro aspecto importante é saber preparar sua criança para receber um irmãozinho, de tal maneira que ela se sinta no seu verdadeiro lugar, sem a sensação de estar perdendo-o para o novo bebê que vai chegar.
Respeite sua criança, ela precisa se sentir segura, recebendo o afeto, a atenção, o carinho e a compreensão que necessita, assim não terá motivos para sentir ciúmes do bebê que está sendo esperado e muito mais depois que ele nascer. É preciso respeitar os sentimentos que se apoderam dela nesse momento, pois é natural que ela se sinta emocionalmente mais sensível a essa mudança. O ciúme é um sentimento inevitável nesse momento, mas pode-se amenizá-lo através do reconhecimento e aceitação desse sentimento.
Vale lembrar que a criança se sente amada e compreendida quando os pais a tratam com carinho, atenção e acima de tudo com justiça. Ela precisa de limites, porém com severa doçura, para que ela se sinta segura e assim não precise chamar a atenção dos pais para ela. É preciso saber lidar com esse novo momento que vive a família, de forma natural e sem estresse.
Muitas vezes embasados em suposições e conjecturas provenientes de palpites e histórias que normalmente são contadas por todos aqueles que, embora bem intencionados, acabam dando palpites que ao invés de ajudar, atrapalham.
Se tiver dúvidas, busque ajuda de profissionais competentes, ou em bons livros que orientam levando em conta natureza da criança e as características que são peculiares em cada fase de seu desenvolvimento. E apresente também estratégias e recursos pedagógicos, para melhor lidar com esse delicado momento que vive a criança.
Informem sempre sua criança, sobre o que está acontecendo sempre, pois sua percepção é essencialmente sensorial, portanto sente o que está acontecendo à sua volta, antes mesmo que lhe digam.
Usem recursos pedagógicos simples, ou seja, envolvendo a criança nas escolhas do enxoval, deixando-a participar de toda mudança que precisa ser feita no espaço físico ou qualquer outra decisão que precisa ser tomada.
Evitem tirar da criança algo que ela ainda usa para dar ao bebê que vai chegar e não faça promessas que só serão cumpridas depois do nascimento, para que não gere ansiedade.
Ao falarem com outras pessoas sobre o bebê que vai chegar, não ignorem sua criança se ela estiver por perto, fiquem atentos para deixá-la participar também da conversa.
Esperem para fazer mudanças no ambiente, quando a criança já tiver assimilado bem a nova situação, se possível, após alguns meses de gestação.
Nesse período não é recomendável fazer procedimentos como: retirada da chupeta, das fraldas e outras hábitos que a criança possa ter. Afinal, não são somente os pais que estão esperando um bebê, mas também um serzinho curioso e ansioso que mal sabe o que é ter um irmãozinho.
Tudo o que fazemos com consciência e com o coração, certamente trará bom resultado.
