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Nutrição 27 ago 2012

Açúcar nos sucos e chás: por que não é aconselhável

imagem sciencephoto.com

 

Quando falamos de alimentos industrializados e refinados estamos diante de uma questão muito séria, principalmente se queremos o melhor para nossos filhos. Hoje em dia com o estilo de vida que levamos, optar por alimentos rápidos e fáceis de fazer é uma boa ideia, mas não tanto quando pensamos em saúde.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução que pedia para que os anúncios de produtos com altos teores de açúcar, sódio e gorduras trans e saturada tivessem um alerta sobre os problemas que podem causar à saúde, com o  objetivo de proteger o consumidor infantil, mas a lei não foi aprovada.

Acho interessante primeiramente esclarecer qual é o prejuízo que pode causar o açúcar no nosso organismo.

“Quando ingerido em excesso, o açúcar vai depressa demais para a corrente sanguínea, queimando todas as etapas da digestão, fazendo subir o nível da glicose no sangue. O pâncreas é obrigado a produzir uma quantidade extra de insulina. A insulina abaixa o nível de açúcar rapidamente, causando a vontade de comer mais açúcar. A criança vai querer comer mais e mais e o excesso causa obesidade infantil, cárie e doenças crônicas no futuro, como diabete, problemas cardiovasculares, hipertensão e até mesmo câncer. Além disso, a acidez causada pela ingestão concentrada de açúcar predispõe o corpo a infecções”.

Também, jamais substitua para as crianças o açúcar por adoçantes. O certo é ensinar desde cedo as crianças a gostarem de sucos naturais, chás e frutas sem adoçar (algumas já são naturalmente doces). Caso seja necessário, por exemplo, na limonada, você pode tentar trocar o refinado pelo tipo mascavo ou demerara, que, pelo menos, contém algumas vitaminas. O açúcar demerara passa por um refinamento leve  e também não recebe aditivos químicos, por isso conserva as vitaminas e minerais.

Devemos sempre nos lembrar que os sentidos da criança (paladar, olfato, visão, tato, audição) são muito mais aguçados que os nossos, portanto, deixar sempre um alimento suave de sal, açúcar e gordura é respeitar a criança e dar a ela condições de aprender a saborear os alimentos de forma natural e saudável.




Educação 21 ago 2012

O medo e suas manifestações na infância

É muito comum a criança sentir medo, ele faz parte de seu desenvolvimento, e se manifesta de diferentes maneiras em diferentes períodos de sua vida.

Está intimamente relacionado com o medo, o fato da criança ainda não saber lidar com os limites. Para que a criança adquira autoconfiança é preciso saber lidar com os limites.

Para desenvolver autoconfiança é preciso dar a criança condições e suporte para que se lance ao desafio e faça experiência para descobrir o seu potencial. Isso exige coragem por parte dos pais e também da criança.

Quanto mais corajosa a criança for mais coragem os pais precisam ter para acompanhá-la nessa tarefa.

O medo não é apenas algo natural e também necessário para a sobrevivência, é instinto de proteção. A forma de tratá-lo é que deve ser mudada. Não se pode viver em função do medo e sim saber interpretá-lo.

Quando a criança é estimulada a ser mais confiante, ela se torna mais sociável e assim mais alegre e feliz.

Diante de um desafio, como descer um degrau de escada, o alerta dos pais deve ser de encorajamento e nunca dizer: olha o degrau, vai cair! Mas sim orientá-la como fazê-lo para descer com segurança, só interferindo quando necessário.

O medo também pode se originar de um desafio apresentado à criança superior a sua capacidade de compreensão ou maturidade. A sensação de incompetência gera medo.

Por exemplo: exigir que uma criança domine a escrita e a leitura antes de estar apta para isso gera insegurança, portanto medo.

Exigir que uma criança com menos de dois anos não use fraldas e peça para ir ao banheiro sem ter maturidade e treino para isso é exigir dela além da sua capacidade, isso gera medo.

Zombar do medo de uma criança, dizendo que é uma bobagem o que ela está sentindo ou dizer que ela é uma fracote, é algo inadmissível, é desrespeito aos seus sentimentos e eles são verdadeiros.

As ameaças são perigosas e potencializam o medo. Muitas vezes com o intuito de protegê-la os pais dizem a uma criança: não vá naquele lugar porque lá tem bicho e vai te pegar! Ao invés de dizer isso é melhor alertar com clareza e veracidade como: não vá naquele lugar que você pode se machucar e eu quero te proteger.

Os medos aparecem em diferentes fases da vida da criança. Os bebês se amedrontam com barulhos e sons altos e também ao se expor á intensa claridade.

A partir dos dois anos já o medo é de animais e também de ser abandonada pelos pais quando se ausentam, por isso devemos sempre informá-las dos acontecimentos. Por isso a escola deverá ter bons critérios e procedimentos corretos para o período de adaptação da criança na escola nessa faixa etária, levando em consideração esses princípios.

Por volta dos três anos surge o medo do escuro, dos monstros e tudo que povoa sua imaginação que agora é muito fértil. Este medo é maior à noite na hora de dormir, pois é a hora que ela fica sozinha.

Aos seis anos a criança começa a ter medo da morte, principalmente da morte dos pais. É uma fase em que se aproxima da posse do raciocínio lógico, da capacidade de abstrair conceitos, por isso a morte é compreendida como algo irreversível e isso gera muito medo.

Até esta idade é normal a criança ser muito espontânea, agora passa a ter medo de se expor. É uma fase de transição para um novo ciclo de vida que inicia aos sete anos, por isso o medo.

Diante disso, os pais e educadores devem tratar desse assunto com naturalidade, com atenção e com carinho, acompanhando e observando a criança em cada fase, com suas características próprias. Caso o medo se manifeste exageradamente, pendendo para o pânico, procure um profissional especializado para avaliação e ajuda.




Nutrição 15 ago 2012

Vivendo em sintonia com você mesmo(a)

Hoje pela manhã acordei inspiradíssima, muito feliz e resolvi estudar um pouco. Peguei um livro que há tempos havia lido e fiz aquele joguinho de abrir em alguma pagina e ver qual era o assunto que me esperaria para estudar, pois então, como o foco era escrever para o blog, pensei em cada uma de vocês que agora lê esse artigo e falei: é isso aí, para educar nossas crianças com amor e responsabilidade precisamos estar em sintonia com nós mesmas e era esse o assunto do livro da Dra. Alda Ribeiro, “O peixe morre pela boca e você também”.

Vou escrever na integra a lista com 27 sugestões em “viver em sintonia com você”:

1. Procure dividir o seu dia em três períodos: oito horas dedicada ao descanso, oito horas dedicadas ao trabalho e oito horas dedicadas a você.
(como a conversa é com mamães eu entendi que as oitos horas dedicadas a você deve incluir seu filho, aproveitar para criar laços de cumplicidade, gostar de fazer as coisas junto com ele, pois filho é um investimento que se bem aplicado dará bons resultados, ao contrário dependerá da boa sorte).
2. Evite as dietas, elas não funcionam!
3. Guie-se pela fome, não pelo apetite!
4. Faça refeições pequenas e coma sempre que sentir fome.
5. Pare de comer assim que saciar a fome.
6. Preocupe-se em comer com qualidade para manter a saúde.
7. Ao invés de contar calorias procure conhecê-las!
8. Evite pesar-se: guie-se pelo espelho, pelas medidas e pelas roupas.
9. Compre roupas agora, conviva bem com seu corpo atual.
10. Quando sentir vontade de comer algo, coma, e sem culpa! Mas antes pergunte-se: Você está com fome de quê?
11. Aprenda a reconhecer, controlar e canalizar os sentimentos.
12. Ao invés de ignorar as feridas procure enfrentá-las.
13. Tente olhar por vários ângulos.
14. Alivie seu coração angustiado, ponha para fora: fale, chore, …(tome um banho, olhe para o céu, olhe para dentro do seu coração e veja como o sol brilha lá dentro)
15. Exercite o bom humor!
16. Conviva com pessoas pra cima. (já reparou que a pessoa que você mais convive é com você mesma?)
17. Ponha música na sua vida: cante, toque, dance…
18. Pratique um hobby: faça algo pelo simples prazer de fazer!
19. Programe maneiras de estar ativo sem precisar sair da rotina.
20. Dedique-se a atividades físicas nas quais você sente prazer.
21. Aproveite ao máximo o dia: saiba usufruir da luz do sol.
22. Conviva com pessoas. Saia da toca!é uma maneira de se conhecer.
23. Vá em busca da realização dos seus sonhos.
24. Faça as mudanças aos poucos: dê-se um tempo para se adaptar!
25. Descubra o que lhe faz feliz.
26. Seja feliz agora!
27. Simplifique sua vida, pois a felicidade precisa de espaço!

Já dá para refletir um pouquinho sobre o que queremos lá na frente para os nossos filhos, sabendo que somos exemplos para eles.

Tenham todas uma excelente semana de muito crescimento e descobertas.

Com carinho,




Educação 12 ago 2012

Homenagem aos pais

Inspirada nessa poesia de autor desconhecido, que tão bem aborda o tema pai, atribuindo-lhes, um papel tão relevante e de suma importância na educação dos filhos, principalmente nos dias de hoje, onde se configura uma nova estrutura familiar.

Tributo aos pais

Deus, na sua infinita sabedoria, pensou: na força da montanha, na generosidade da árvore, no calor do sol de verão, no abraço confortante da noite, na sabedoria da idade, na força do voo da águia, na determinação da corrente do rio, na alegria da manhã de primavera, na fé de um grão de mostarda, na paciência da eternidade, na união da família, e reuniu todos estes valores e os colocou no coração do homem para que um dia pudesse assumir a sublime missão de ser pai.

Meditando sobre cada virtude, tão bem abordada na poesia, eu reitero cada afirmação. Para assumir a verdadeira paternidade se faz necessário reunir todas estas virtudes, assim como a natureza, sabiamente as reúne, para manter o equilíbrio e a harmonia.

Sem estes pilares, a família não se mantém, e compete, ao pai sustentá-los. Este é o maior dever do pai, justamente por ser chamado a cumprir uma missão tão importante que é garantir a segurança dos filhos por serem eles ainda carentes de apoio e sustento. A paternidade é o fator que mais influencia a vida de um homem.

Cabe ao pai, ser sábio para educar com justiça, ser forte e determinado o suficiente para garantir no seio da família, a generosidade, a proteção, o calor, a alegria, a fé, a paciência e a união. Feliz do pai que, consegue deixar esses tesouros como herança para seus filhos. Sabemos também que a primeira necessidade do ser humano é sentir-se aceito e protegido.

Um pai que consegue reunir estas virtudes e vivê-las em sua família, pode realmente ser chamado de pai, termo este impregnado de um significado muito peculiar, pois, pai é aquele que gera a vida, e que a sustenta. É por esta razão que chamamos deus de pai, reconhecendo nele estes atributos.

Desta forma faço hoje, minha homenagem aos pais, especialmente aqueles que cumprem verdadeiramente essa missão, contribuindo assim para que o mundo seja melhor.

Parabéns a todos os pais, pelo dia dedicado a vocês!





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