Você está vendo os artigos na categoria “Gravidez”
Gravidez Mês a mês 30 abr 2013

O primeiro trimestre e seus nada glamourosos sintomas

Depois de uma semana fora do Brasil, longe de casa, da família, sem acesso aos meus e-mails, sem atualizar o blog… estou retomando minha rotina. Logo conto sobre a viagem com posts com dicas e tudo mais :)

Hoje quero falar um pouco de alguns dos sintomas nos primeiros meses da gestação e de como eles afetam a nossa vida. Porque como já sabemos, nem só de glow vive a gestante.

O sono e o cansaço

Estando eu no final do primeiro trimestre, posso dizer com certeza: para mim, estes estão sendo os piores de todos os sintomas que a gravidez traz nos primeiros meses. O excesso de hormônios circulando e o metabolismo mais lento nos deixam daquele jeito. Literalmente dormindo em pé.

Como a gravidez sobrecarrega o corpo da gestante, é normal se sentir extremamente cansada. Eu, por exemplo, me sinto recém atropelada por um caminhão, tamanho cansaço e exaustão. E isso causa uma certa irritabilidade também. Causa aquela sensação de que tudo está um saco, sabe?

Hoje, é impossível ficar acordada até tarde, como eu costumava fazer. Impossível assistir a um filme sem cochilar, seja no cinema ou em casa. Impossível vir aqui para escrever e não ficar pescando. E tudo isso causa uma sensação de impotência enorme. Não há nada que se possa fazer. Não podemos nem apelar para o bom e velho café, porque sabemos que o consumo da cafeína deve ser reduzido durante a gestação, especialmente nas primeiras semanas.

Em contrapartida com todo esse sono diurno, à noite tenho insônia. Acordo de madrugada e demoro a pegar no sono novamente. Essa parte tem me judiado bastante.

A dica é: se puder, durma um pouco de dia. Você se sentirá muito melhor.

Os enjoos

Não sofri muito com enjoos na gravidez da Melanie, que eu me lembre. Eles eram mais fortes pela manhã e caso eu ficasse com o estômago vazio por muito tempo. Eu também tinha dias de mais enjoo e dias de menos enjoo. E nessa segunda gravidez as coisas têm sido iguais nesse sentido.

Tomo o medicamento indicado pelo meu obstetra apenas nos dias mais punks. Até porque acho que ele piora a sonolência.

A dica aqui é comer de duas em duas horas (pouco, claro) e comer uma bolachinha salgada antes mesmo de se levantar. Evitar alimentos gordurosos ou muito condimentados ajuda também.

A sensibilidade das mamas

Caraca, o que é isso? Não dá pra encostar sem sentir dor. É ou não é? As mudanças hormonais da gravidez aumentam a circulação de sangue e modificam o tecido dos seios, que por isso podem ficar mais inchados, doloridos e extremamente sensíveis ao toque (babycenter)

A dica é usar sutiãs que sejam mais confortáveis (dentro, claro, do que você considera confortável – eu por exemplo gosto que tenha um bojo protetor (não de enchimento))

A dor de cabeça

Eu sempre tive fortes dores de cabeça e elas ficam ainda mais acentuadas (se é que isso é possível…) na gestação. Nem todos os medicamentos são seguros, por isso vale uma boa conversa com seu obstetra.

Além disso, deitar um pouco num quarto escuro e em silêncio pode ajudar.

A acne e a oleosidade da pele e cabelos

Outra vez sou agraciada com as minúsculas acnes vermelhinhas, nas costas, testa, têmporas e pescoço (?!). Dessa vez os ombros ficaram de fora (na gravidez da Mel eles foram o alvo principal).

A pele do rosto e os cabelos ficaram mais oleosos também. Eu que lavava os cabelos dia sim dia não, tenho que lavar todos os dias agora. Ou lançar mão dos shampoos a seco, que têm sido uma mão na roda.

Ah, e o crescimento dos pêlos tem sido uma coisa assustadora. Ficar sem depilar as axilas por mais de dois dias é arriscar ter um xaxim debaixo dos braços. Não dá para vacilar.

As mudanças de humor

Godzilla é filme de ficção científica em que um lagarto (?) gigante que invade Nova York e destrói tudo em seu caminho. Em outros países é muito comum as noivas que estão preparando seus casamentos – a beira de um ataque de nervos – serem chamadas de Bridezillas, em referência ao filme. A revelação porém, fica por conta de um pequeno detalhe que é desvendado no final: Godzilla está grávida(o) e muito provavelmente passando pelas terríveis mudanças de humor que ocorrem durante a gravidez. Ou seja, Pregnantzilla.

Brincadeiras a parte, que coisa é essa que acontece com a gente no início da gestação – e às vezes durante toda ela? Os culpados são sempre os hormônios, claro. Especialmente o estrogênio e a progesterona.

O que eu sei é que estou tendo a pior “TPM” de toda a minha vida. E mesmo consciente disso, não consigo evitar, não consigo controlar. Fico com pena de uma pessoa que resolve me cutucar, que resolve julgar uma convicção minha ou me criticar, no momento. Juro, eu não queria estar no lugar dessa pessoa.

Eu to mais ou menos assim ó:

Recado para os maridos: em meio a uma dessas crises pregnantzillas, nunca, nunca diga coisas do tipo: “se acalme!”, “você está muito alterada!” ou a pior de todas: “sossega um pouco!”. Caso isso aconteça, esteja preparado para entrar numa batalha na qual você não sairá vencedor. Lamento.

Ocorre que as pessoas não tem culpa por esse turbilhão de hormônios que estamos enfrentando. Nem os maridos, muito menos os filhos.

Dizem que respirar fundo ajuda. Contar até dez. Fazer yoga. Tomar um copo d’água também. Além disso, tento ficar confiante que essa fase ficará para trás, junto com o primeiro trimestre da gravidez.

Lembro que no quarto/quinto mês eu me sentia muito melhor e mais disposta. Espero que seja assim novamente, já que preciso pensar no aniversário de três anos da Mel que será daqui a três meses, no chá de bebê e nos quartos dos dois. Isso tudo requer planejamento e colocar a mão na massa, claro. Por isso, volta pra cá Sra. Disposição. Obrigada. :)


por mãe da Melanie



Com cada batida do meu coração

Gente, desculpa a overdose de posts grávidos, mas né… Posso sempre culpar os hormônios :-)

Assim que decidimos ter outro filho chegamos a conclusão de que não tínhamos preferência pelo sexo do bebê. Concordamos que seria maravilhoso ter outra menina, por inúmeros motivos, e que seria igualmente maravilhoso ter um menino. Então estávamos muito tranquilos em relação a isso. Especialmente eu.

Eu nunca tive aquela pira de saber o sexo só quando o bebê nascer, mas também não estava com pressa. Quando desse para ver, nós veríamos, eu pensava. Essa gravidez tem sido extremamente tranquila no sentido psicológico (já no hormonal…). Preciso aliás, falar mais sobre isso porque é muita diferença.

Ocorre que eu viajo em breve para fora do Brasil e essa viagem foi acertada pouco antes de eu engravidar. Com passagens compradas, hotel reservado e tudo mais.

Aí confirmei a gravidez e claro, pensei em montar o enxoval lá (doei praticamente todas as roupinhas da Mel), bem mais barato especialmente na parte do vestuário. Como não seria possível saber o sexo antes da viagem – e eu não curto essa de fazer enxoval neutro, sem saber se compro cueca ou calcinha – a solução seria fazer o exame de sexagem fetal então. Aquele bem baratinho, sabe? Só que não…

Esse exame, feito com uma amostra do sangue da mãe, analisa a presença do cromossomo Y. Caso ele não seja detectado, o sexo do bebê é feminino. Caso esteja presente, é masculino. Pode ser realizado a partir de 8 semanas. Eu fiz com nove semanas e alguns dias.

Pesquisei bastante e acabei encontrando um laboratório com um preço mais “suave” (quem quiser mais informações pode me mandar um email). Marquei o dia e confesso que fiquei uma semana dizendo “que saco ter que fazer esse exame…. é caro e remete a uma pressa e uma ansiedade que não existem! não condizem com o meu momento… mas né… já que vou viajar mesmo...”

O resultado sairia nos dias seguintes e pela primeira vez na minha vida eu não fiquei checando de dez em dez minutos o site do laboratório. Sim, eu sempre faço isso, até para exames de sangue comuns. Mas dessa vez, não. Porque eu realmente não tinha preferência, não tinha expectativas. Só queria muita saúde para o meu bebê.

O resultado chegou por e-mail na quarta-feira pela manhã. Vi que estava lá, na minha caixa de entrada, mas fui fazer outras coisas e deixei para abrir depois. Duas horas se passaram e enfim consegui sentar em frente ao computador. Aí sim, bateu uma sensação de euforia, de frio na barriga.

Abri o e-mail. Lá estava o laudo, num arquivo anexo. Demorou um pouco para carregar, para aumentar a emoção.

Eu li e comecei a chorar compulsivamente, igualzinho quando descobri que a Mel era uma menina. Perna bamba, choro, soluço e um sorriso que parecia não caber no rosto.

Um menino. O meu menino.

A Mel ganhou uma música só dela (ah, John <3), então, nada mais justo ter uma para celebrar esse momento também.

Eu não poderia expressar melhor para vocês a minha sensação imensa de felicidade do que com isso: me imaginem bem alucinada, cantando e dançando junto com o Freddie. Porque filho, I was born to love you. Every single day of my life.

Eu nasci para amar você
Com cada batida do meu coração
Sim, eu nasci para cuidar de você
todos os dias da minha vida.

por mãe da Melanie



Como foi a preparação e descoberta da minha segunda gravidez

Photo1 (4)

Quem ainda não sabia da notícia pode ler mais aqui.

Como vocês já sabem, decidimos (pra valer) ter um segundo filho no final do ano passado e logo no início deste ano comecei o que seria minha preparação para engravidar novamente.

Eu havia começado a dieta Dukan no dia 2 de janeiro e como é uma dieta mais centrada em proteínas, achei que seria prudente saber como andava meu colesterol, por exemplo. Marquei uma consulta com o meu obstetra e ele solicitou alguns exames de sangue. Além disso conversamos sobre a minha vontade de engravidar novamente e ele me disse que assim que parasse com a pílula deveria começar o ácido fólico.

Sabendo da importância deste suplemento – que é fundamental para que a coluna do bebê se desenvolva corretamente, o que acontece nas primeiras quatro semanas de gestação, evitando defeitos do tubo neural, como falha no desenvolvimento do cérebro e medula espinhal - e me recordando do que fiz na gestação da Mel, resolvi começar a tomar naquele mesmo dia. Se a gravidez viesse rápido, eu já estaria tomando. Se demorasse, não haveria problema, pelo que eu pesquisei a respeito.

Parei com a pílula no dia 1 de fevereiro. Tomar a última deu uma sensação estranha, de quem está no trampolim prestes a pular numa piscina enorme e gelada.

Não é aconselhável parar de repente com medicamentos que sejam de uso contínuo, mas tendo conversado com meu obstetra já, parei com os meus. Tudo igual como fiz antes de engravidar da Melanie. Mesmo sabendo que alguns são “permitidos” na gravidez, prefiro não arriscar.

Além disso, diminui muito meu amado café. Antes eu tomava uma caneca de café com leite pela manhã, uns três cafés pretos de tarde e mais uma caneca de café com leite no final do dia. Substituí os cafezinhos da tarde por chá e cortei o último café do dia. Passei também a comer visando qualidade e parei com meus fricotes de não comer salada. Ainda prefiro legumes e verduras cozidas (essas eu amo de paixão), mas cedi a pressão da sociedade e passei a consumir as folhas e outros alimentos que geralmente se apresentam para nós em forma de salada. E olha, estou gostando, confesso. Para as frutas eu ainda sou meio que uma negação (depois reclama da filha…), mas maçã eu como quase todos os dias.

Baixei tabelinhas e aplicativos de fertilidade (para iPhone, recomendo muito o Period Tracker), mas acima de tudo, me concentrei bastante no que meu corpo me dizia. Sempre tive uma boa consciência corporal e durante a ovulação sinto pontadas no(s) ovário(s) e presto muita atenção no muco cervical.

Então na “semana D”, aquela que seria a semana fértil levando em consideração a minha última menstruação, os treinos foram fortes por aqui. Só que dessa vez eu senti essas dores e pontadas por muitos dias e não apenas por dois ou três, como geralmente acontecia. E foram dias intercalados, não dias seguidos. Achei muito estranho, mas enfim.

Na semana seguinte viajamos para São Paulo para tirar o meu visto. Durante a viagem toda tivemos que parar para que eu fosse ao banheiro. A vontade de fazer xixi era absurda. E senti uns enjoos também. Eu cheguei a pensar “nossa, mas foi semana passada, será que já to grávida ou é psicológico mesmo??”. Os seios ficaram sensíveis e com as tais veias azuladas aparentes. Mas eu não estava grávida não. Pelo menos não até aquela noite.

Lá em São Paulo, longe da agitação, da rotina, só eu e meu marido, pudemos descansar, o corpo e a mente. E a gente sabe que o sexo flui muito melhor assim, não é? Então, como não contarei detalhes, vou resumir para vocês: tive ovulação tardia e a largada para a concepção do nosso bebê foi dada lá, em São Paulo.

Aprendizado 1: não dá pra confiar e se basear somente por tabelinhas e controles assim. Ouça o que seu corpo lhe diz, veja o que ele lhe mostra. Temperatura, muco cervical, pontadas, cólicas, tudo isso requer uma atenção maior de quem está querendo/tentando engravidar.

Como foi a descoberta

Nós sabemos que ansiedade não combina com engravidar, mas dessa vez eu estava muito, muito ansiosa. Acho que por ter passado tanto tempo pensando, conversando sobre o assunto, tudo isso ajudou a gerar essa ansiedade. Com isso, veio o drama ou a novela dos testes de farmácia… Eu tinha alguns em casa e não aguentei esperar alguns dias de atraso menstrual antes de fazê-los. Foram uns cinco testes feitos todos antes da hora e claro, todos negativos. Eu olhava e pensava “blah, que sem graça!”.

No primeiro dia de atraso fiz outro teste. De noite mesmo, nem esperei a primeira urina do dia. Sentei, fiz xixi e esperei tipo… 15 segundos. Vi que somente uma linha tinha aparecido, coloquei o palito dentro da caixa e joguei dentro de um cestinho que temos no banheiro. Fui para o sofá #chatiada e fiquei lá, me lamentando.

No dia seguinte lembrei do dito cujo e resolvi jogá-lo no lixo. Abri a caixa para dar uma última conferida e choque: estava lá, ainda que muito tímida, uma segunda linha. Fiquei olhando por uns 10 minutos eu acho, virando o palito de todos os lados e analisando sob todos os ângulos.

Aprendizado 2: se na embalagem do teste de gravidez pedir para esperar até cinco minutos, espere até cinco minutos.

teste_michelle

Liguei para o Dr Hugo e ele me pediu que fizesse o beta. Fiz o beta e deu inconclusivo. “Cês tão de sacanagem comigo?” eu pensei. Mas não. Repeti o beta três dias depois. Ainda estava baixo. Sei que foram alguns dias assim, sem saber se estava grávida realmente ou não, e claro, sem menstruação.

Fiz um terceiro beta e no dia 13 de março estava lá, um resultado bem gordinho pra não deixar dúvidas: eu estava grávida. Esperei o marido chegar e quando ele entrou em casa eu disse: “parabéns papai” :’)

Aprendizado 3: Lembre que você pode ter ovulação tardia e acabar fazendo os testes muito cedo, como foi o meu caso. Contenha sua ansiedade.

E assim estamos. Tenho bastante coisa pra contar ainda, mas agora deixa eu correr que tenho reunião com a pedagoga da escolinha da Mel. Ela vai me dar uns toques de como lidar e preparar ela para a chegada do bebê. Queremos fazer isso da melhor maneira possível. Logo conto mais sobre isso por aqui.


por mãe da Melanie



E de repente, a vida se apresenta.

Há pouco mais de um mês, do nada me bateu uma vontade incontrolável de assistir novamente a minha novela mexicana preferida: Coração Selvagem. Foram três dias grudada no monitor, vibrando e sofrendo com as aventuras e desventuras do casal Juan e Mônica. E tudo, claro, em espanhol. Call me brega, mas sim, eu amo essa novela.

Isso por si só já era estranho, mas acrescente o fato da vontade também de ouvir repetidamente La Barca. De cantar em voz alta o refrão e tudo. Cara, isso tá muito estranho.

********

Gasolina na reserva, paro no posto para abastecer.

- Moço, coloca 5 reais, por favor.

Desço do carro pra pagar. Pago CINCO reais e volto para o carro.

- Moço, pera aí. Quanto que eu falei? Cinquenta reais né?

- Não, você pediu cinco reais. (risos)

- Ah, desculpa, era cinquenta….

********

Eis que a Mel me traz algumas letras e vai dizendo/perguntando de qual palavra é aquela letra.

- P de papai, mamãe!
- M de mamãe! M de Mel!
- G de gato, mamãe!

Então ela traz o X e me pergunta “X do que mamãe?”. E eu digo: X de CHUVA filha. (oi?)

Explicações para esse momento burro a seguir. Obrigada.

********

Aí para não deixar dúvidas, veio aquele post EMOtivo sobre estar pronta para o amor novamente. Mas é claro que eu estava pronta oras. Três dias depois confirmei que já estava inclusive carregando o amor, outra vez :-)

********

Tá aí a explicação para o sumiço e para a quantidade de posts que diminuiu. Difícil foi guardar o segredo por um mês e não contar pra vocês. E ó, mudei meu nome e agora me chamo Sono. Muito prazer.

Tem tanta coisa acontecendo que preciso fazer vários posts pra contar tudo. Mel já está sentindo que algo vem por aí e por conta disso está muito, muito manhosa e apegada comigo e com o pai. Essa parte tem sido a mais difícil.

Além disso, um sono e cansaço fora do comum acomete cada milímetro do meu corpo, desde as primeiras semanas. Embora eu tente sentar aqui e escrever, não sai nada e eu acabo babando em cima do teclado… Ah, e claro, os enjoos deram as caras essa semana. Hoje, especialmente.

Logo conto mais. Por agora só queria dar a notícia e dizer que estamos de nove semanas e que tem muito amor vivendo aqui.

euemel_blog vidamaterna.com

beijinho no bebezinho <3

 

Oi. Sou uma bolinha serelepre já.

Oi. Sou uma bolinha serelepe e muito amada já.


por mãe da Melanie



© Vida Materna | 2011
Todos os direitos reservados

Powered by WordPress tema por xCake