Já faz dois meses que escrevi esse post contando sobre o início do desfralde da Mel. Hoje volto com a parte dois.
Quando percebi que o momento de iniciar o desfralde se aproximava, decidi que faria dar certo, que iria trilhar o caminho certo e não o caminho mais fácil, como fiz diversas vezes nessa minha vida de mãe. E olha, valeu muito a pena.
Como já disse no post anterior, paciência é a palavra chave no desfralde (e em tantas outras situações). Tive que ser extremamente paciente diante dos inúmeros xixis na calça na primeira semana e da resistência em fazer cocô no peniquinho na semana seguinte.
Acontecia sempre o mesmo: ela dizia que queria fazer cocô e pedia a fralda. Eu explicava que ela não usava mais fralda, só para dormir, e ela, chorosa, aceitava. Sentava no penico e ficávamos lá por minutos indefinidos. Eu a abraçava, confortava, dizia que estava ali, junto com ela. Mas nada saía, literalmente.
Iniciamos a segunda semana confiantes, eu e ela, que voltou da escola sem ter tido nenhum escape. Lágrimas rolaram de orgulho. Mas ainda nos restava um desafio: o cocô no penico.
Lembro de estar na cozinha (incrível como sempre estamos ou comendo ou preparando a comida quando eles resolvem fazer cocô, não é?!) e de repente ela me chamou. Fui até lá e ela já estava sentada no peniqinho. Alguns segundos depois e tcharam… o bendito cocô no peniquinho saiu. Eu comecei a fazer a maior festa mas ela começou a chorar, meio envergonhada, dizendo desesperada “limpa mamãe, limpa!”.
Naquele momento percebi que ela tinha vergonha do cocô, do ato de fazer cocô. Abaixei na altura dela e disse: “é só cocô filha, todo mundo faz cocô, não tem problema meu amor”, dei um abraço bem apertado e continuei dando os parabéns e elogiando.
No dia seguinte ela fez o mesmo, foi sozinha até o penico e só me chamou quando terminou. Levantou e começou a fazer festa “a Mel fez cocô mamãe, um cocozão!” :-) e foi lindo ver ela superar esse obstáculo. Pra gente, é só um cocô, mas sabe-se lá para eles o que significa fazer isso fora da fralda, aquela que eles foram acostumados por tanto tempo.
E desde então seguimos assim, sem escapes, com idas ao penico para o menor xixizinho que seja e direito a cenas fofas como a do final de semana no mercado: mal entramos e ela saiu correndo pra um dos lados dizendo “xixi mamãe, socorroooo!”. Own <3
Hoje, na necessarie da mochila entraram calcinhas e calças/shorts extras, ao invés de fraldas. Mas o pacote de lenços umedecidos continua lá, muito melhor do que o papel higiênico, especialmente para limpar o cocô.
Por um tempinho tive que carregar o penico dela numa sacola, em todas as vezes que saíamos de casa. Uó. Ela se recusava a usar o vaso comum ou mesmo com o redutor. Depois de um dia no plantão pediátrico onde ela não tinha opção, aprendeu que podia usar o vaso grande sem problemas. Mamãe e papai estavam lá para segurá-la.
A fralda noturna ainda não tirei e nem sei quando será possível já que ela faz muito xixi de noite. Mas não estou com pressa. Tudo a seu tempo. Sei que tenho orgulho de termos conseguido, com calma e paciência e, acima de tudo, no momento certo, no momento dela.
Agora tenho outro desafio pela frente e esse sim, muito mais difícil: tirar a chupeta.
Quanto ao desfralde, minhas dicas continuam sendo:
1. Decida começar por você e pelo seu filho, não por pressão alheia, não por aquilo que os livros ditam como a idade “certa”. É muito importante que ele/ela já consiga perceber a vontade e o ato de fazer xixi ou cocô e que seus esfíncteres já estejam prontos. Esse é o primeiro indicativo de que ele/ela pode estar pronto para começar.
2. Veja o que ele/ela prefere: penico ou redutor. É bacana ter as duas opções em casa.
3. Convide seu filho constantemente para ir no banheiro, nessa fase você funciona como um despertador mesmo. Mas nunca force a barra para que ele/ela use o penico ou redutor.
4. Incentive bastante, dê exemplos usando livrinhos, dê o seu próprio exemplo. Tudo de maneira muito lúdica, já que nessa fase a criança aprende brincando. Monte seu arsenal: penico, redutor, calcinhas, cuequinhas, livros e tudo mais que possa ajudar.
5. Xixis e cocôs no penico ou no vaso devem ser muito comemorados para que a criança se sinta orgulhosa de sua façanha. Eu fiz tanta festa que parecia final da Copa.
6. Não brigue, não repreenda, não chame a atenção da criança. É cansativo e frustrante limpar xixi o dia todo, eu sei. Mas lembre-se de que ele/ela não fez por mal. Ainda está aprendendo. Brigar pode gerar um trauma desnecessário, que pode vir a atrapalhar todo o desfralde.
7. Se certifique de forrar o sofá e de que o berço ou a caminha do seu filho está com protetor de colchão. Quando forem sair, forre a cadeirinha do carro também.
8. Nas saídas leve muita roupa extra, desde calcinhas ou cuequinhas até meias, calçados, partes de cima e de baixo. Uma toalhinha pequena também pode ser útil no caso de você precisar secar as perninhas da criança (lenço umedecido também vale).
9. Tenha muita, muita paciência mesmo. Nesse momento seu filho precisa de apoio, carinho e compreensão. Entenda que é um processo com diversas fases e que é completamente normal os escapes.
10. Mantenha-se calma, tente não ficar muito ansiosa(o). Essa mudança é um marco na infância da criança e merece toda a atenção e respeito principalmente. Logo vocês passarão juntos por essa fase e sentirão orgulho por mais uma conquista rumo a autonomia do seu filho.
Boa sorte e não desanime :-)

Bem, o motivo desta resenha é porque esta bolsa praticamente não é lembrada (ou conhecida) pelas mamães. Eu mesma nunca vi alguém além de mim mesma usando uma.
E isso é uma pena pois eu a considero excelente. Comprei quando meu filho Samuel tinha uns 4 meses (depois de várias outras bolsas compradas sem sucesso) e ele já completou 2 anos e ela continua inteira!! E vale lembrar que não a uso esporadicamente, e sim, com uma frequência louca já que saímos bastante.
E quando digo saímos, 95% das vezes estou com meu marido e é ele quem mais carrega a bendita, desta forma devo começar dizendo sua primeira boa característica que é a funcionalidade de ter alças de mochila, assim o marido carrega e fica com as mãos livres além de não apresentar nenhuma fofurice comum no mundo babylistíco, se assim posso dizer, já que é muito comum nós mamães pensarmos apenas em nós carregando as bolsitas quando na verdade só a carrego em último caso, pois na prática ou ela vai presa no carrinho, ou nas costas do meu amado…eu mesma só sei o peso das tralhas que carrego muito de vez em quando (risos), mas ainda assim, o fato de ter opção como mochila (que é assim que costumo chamá-la) me fez bem também, pois bolsas com alça apenas de um ombro só, seja comprida ou curta, invariavelmente me presenteiam com dor na coluna, e como mochila iguala melhor o peso, além de ficar com as mãos livres (num dia específico precisei sair apenas eu e Samuel a pé, e a coloquei nas costas e ele preso no slingmochila (falo mais dele se a Michelle deixar (risos)), e apesar de ter várias coisas, minhas mãos e braços continuavam livres, parecia até meio hippie nesse dia, mas foi divertido.


Outra característica é seu tecido que apesar de grosso e resistente é também leve e maleável, assim a bolsa não é pesadona mesmo quando está vazia. Apesar de o fabricante informar ser a prova d’água, embora eu não veja tão assim, ela demora mais para deixar o líquido penetrar o que dá tempo de fugir de uma chuva repentina ou mesmo um copo vazando .
Também é fácil de lavar e por não reter muito líquido ela seca bem rápido se comparado com outros materiais, inclusive já a lavei na máquina de lavar sem centrifugar e foi ok.

Quanto ao seu espaço também me agradou demais, além de um bolsão principal cheio de divisórias com telinha e elásticos (que uso para trocas de roupas, brinquedos pequenos, saquinhos zip loc, fraldinhas de boca, trocador portátil e um aparelho de dvd portátil - que me salva sempre! – fora uns dvds e um pendrive com filmes.


O bolso médio possui além de elásticos em volta mais dois bolsos menores com velcro e costumo colocar ali saquinho de biscoito, babador e um estojinho de talheres, e ainda, a necessaire com primeiros socorros, termômetro, higiapele e algodão.
No bolso da frente coloco minhas coisas como carteira, celular, chaves, batom e presilhas de cabelo (a gente aprende a economizar nas nossas tralhas), mas a função original deste bolso é servir de trocador e porta fraldas, mas acho que o trocador que veio junto é muito acolchoado e acaba ocupando espaço demais e como eu já tenho o portátil ele acabou sem uso.

Na lateral da bolsa há 2 bolsos, 1 é térmico e relativamente grande, eu colocava até 2 mamadeiras da Chicco ao mesmo tempo, e cabe mesmo o suficiente para uma saída média. Além de manter por muito tempo a temperatura, o outro bolso é fundo e cabe uma garrafa térmica destas pequenas de bebê e tem elástico na borda.
Há ainda um bolso mais estreito atrás da bolsa e ali costumo levar um livro e uma toalha de malha para emergências.
E a cereja do bolo é o bolsinho da frente para acesso rápido ao lenço umedecido. Costumo colocar o pacote lá dentro tirando apenas aquele adesivo que fecha a embalagem e pronto. Ele é forrado por um tecido hermético que não deixa a umidade passar, a menos que você não feche direito. Até hoje só perdi um pacotinho porque esqueci de fechar após o uso ;(

Por tudo isso acho seu preço bem justo, quando comprei há mais de 1 ano e meio paguei 250,00, mas andei pesquisando novamente já que estou grávida de novo e comprarei do mesmo modelo e já a encontrei por até 155,00 no mercado livre. Sendo assim, vale a pena pesquisar bastante.
Preço médio: R$199,00
Conclusão: Para mamães que curtem discrição com muito espaço e praticidade por um preço ok, acho que essa é uma ótima escolha.
Resenha escrita por Camila Medeiros em colaboração para o blog.

Este foi um dos presentes de Natal que demos para a Melanie e foi com certeza um dos mais bacanas e bem aproveitados até hoje.
É um quadro dupla face sendo um dos lados uma lousa branca com caneta para desenhar e do outro lado uma lousa verde magnética, onde se pode usar giz ou brincar com as letras. Tudo isso acoplado num cavalete de madeira reflorestada com uma pequena bandeja na parte inferior, para apoiar a caneta, o giz, o apagador ou guardar as letrinhas.
A lousa gira 360 graus e para fixar o lado escolhido existe um pino na lateral. Assim o quadro fica bem firme.
Eu particularmente gosto muito de brinquedos que dão a oportunidade de fazermos as atividades juntas, como desenhar com a caneta ou com giz ou então formar palavras e brincar de advinhar as letrinhas magnéticas. É um brinquedo educativo e que possibilita essa brincadeira em conjunto. A Mel já sabia algumas letras e aprendeu outras durante as nossas brincadeiras com a lousa.
O peso é de 3100 g e as medidas do produto são 90 cm de altura por 4 cm de profundidade e 40 cm de largura. A indicação do fabricante em relação a faixa etária é de 3 anos, provavelmente pelas letrinhas (que nem são tão pequenas assim). Mas com a supervisão dos pais não vejo problema em dar esse quadro a uma criança de 2 anos e meio quase, como foi o nosso caso. (essas informações retirei do site www.conceitobasico.com.br).
Preço médio: R$71,90
Conclusão: É um dos presentes que mais gostei de ter dado a nossa filha. Nos permite brincar juntas e ainda ensiná-la também, além de ser um brinquedo coletivo, para brincar com os amigos. É super seguro, não tem nenhum perigo de tombar nem de virar o lado da lousa acidentalmente, se bem prendido com o pino lateral. Recomendo.
Para educar bem uma criança, não basta considerar só o seu intelecto, é preciso mexer com uma dimensão da sua personalidade que, de maneira geral, vem sendo ignorada pelos pais: a emoção.
A educação emocional hoje é tão necessária que, mais do que nunca, deverá fazer parte do currículo escolar assim como ser conteúdo integrante da educação dentro da família.
A família é a nossa primeira escola de aprendizado emocional. Herdamos uma tradição de fazer pouco dos sentimentos da criança, simplesmente porque ela é menor, menos racional, menos experiente e mais fraca que os adultos.
Levar a sério as emoções da criança exige empatia, a capacidade de ouvir e ver as coisas pela sua ótica. Somos produto de uma cultura em que as emoções não devem ser manifestadas, principalmente pelos meninos.
A base para quem quer se tornar um pai ou uma mãe melhor é fazer um exame de consciência para avaliar sua prática educativa e se necessário, buscar novas formas e estratégias para desempenhar a importante tarefa de educar. Levar em conta as emoções da criança, assim como as suas próprias emoções, é condição sine qua non, para uma educação de verdade.
O psicólogo John Gottman, após uma pesquisa realizada com famílias americanas, aplicando conceitos de inteligência emocional para uma compreensão da relação entre pais e filhos, concluiu que existem quatro tipos de pais:
1. Os pais que não dão muita importância aos sentimentos da criança, ignorando-os e até ridicularizando-os. Estes pais demonstram pouco interesse no que a criança está tentando comunicar, quando de variadas formas, manifesta suas emoções. Sentem-se constrangidos, assustados, ansiosos, aborrecidos, magoados, ou espantados com tais manifestações. Consideram também que as emoções negativas da criança depõem contra eles próprios.
As crianças assim tratadas, vão entender que seus sentimentos são impróprios, inadequados e inaceitáveis, podendo assim ter dificuldade em regular suas emoções.
2. Os pais que não aprovam, julgam e criticam a expressão emocional da criança. Sentem necessidade de controlar os filhos e enfatizam a obediência cega. Repreendem e castigam por manifestações emocionais, sem avaliá-las, não considerando se a criança esteja agindo mal ou não.
Estes pais acham que a criança usa emoções negativas para manipular, provocando disputa de poder. Entendem que as emoções negativas refletem deficiência de caráter.
Da mesma forma que os pais que não valorizam os sentimentos da criança, os pais desaprovadores levam a criança a ter dificuldade de regular suas emoções.
3. Os pais que aceitam livremente qualquer manifestação de emoção da criança reconfortando-a, quando manifesta sentimentos negativos. Não orientam a criança sobre as suas emoções, porque são permissivos, não impõem limite e não ensinam a criança a resolver problemas.
Nesse caso a criança não aprende a regular suas emoções, tem dificuldade de se concentrar, de fazer amizades e de se relacionar com outras crianças.
4. Os pais que orientam os filhos através do mundo da emoção, não aprovam atitudes que julgam impróprias, ensinam os filhos a regularem seus sentimentos e encontrarem meios apropriados para extravasá-los e a resolver problemas.
Estes pais veem as emoções negativas como uma oportunidade de intimidade e também de agirem como educadores. Não dizem como a criança deve se sentir e são capazes de “perder” tempo com uma criança triste, irritada ou assustada, e, não se impacientam com estas manifestações, respeitando-as, sem rejeitá-las ou condená-las.
Aproveitam estes momentos para escutá-la e ajudá-la a nomear o que está sentindo, para tranquilizá-la, para manifestar afeto, para impor limites, para ensinar manifestações aceitáveis da emoção assim como técnicas de solução de problemas.
Sendo assim tratada, ela aprende a confiar em seus sentimentos, regular as próprias emoções e resolver problemas. Tem autoestima elevada, facilidade em aprender e se relacionar com as pessoas. Tem melhor desempenho escolar, é mais sociável e também é por isso é mais saudável. Tem menos problema de comportamento, se recupera mais facilmente de experiências tristes ou ruins.
Quando a criança se sente emocionalmente ligada aos pais e esses usam este elo para regular seus sentimentos e ajudá-la a solucionar problemas, o resultado é sempre melhor e mais positivo.
