Quando a Parent’s Choice chegou ao Brasil por meio do Walmart, deixou muita gente feliz e surpresa com a qualidade e preço dos produtos. Logo as fraldas se esgotaram e não havia previsão de volta. Foi um balde de água fria para os pais que tinham se acostumado com a marca e principalmente, com a economia proporcionada.
A boa notícia é que elas retornaram ao Walmart (acho que já tem um tempinho) mas com um preço maior do que o praticado no ano passado. Hoje a caixa com 96 fraldas tamanho M, por exemplo, custa R$59,80 (chegamos a pagar R$39,90, lembram?). Ainda assim, um preço bem bom pela qualidade da fralda.
A novidade fica por conta dos lenços umedecidos que agora estão sendo vendidos no Walmart também. E é essa a nossa resenha de hoje.
A embalagem é grande, vem com 80 lenços umedecidos e possui aquela tampinha super prática que adoramos. Na embalagem diz “lenços extra espessos e fortes, sem álcool e sem fragrância” e que são multi uso, ou seja, podem ser usados para limpar o rostinho, os olhos e a boquinha do bebê além das trocas de fraldas.
Os lenços realmente não possuem fragrância e dos produtos dessa categoria (sem fragrância) acho que são os mais com “cheiro de nada” que já testei mesmo. Mas não achei os lenços super espessos nem fortes, como a embalagem diz. São normais, um pouco mais finos e resistentes que os da Johnson’s, por exemplo. E tem uma elasticidade maior. Não desfiam nem rasgam, apenas são mais finos do que a embalagem informa.
Os lenços são entrelaçados, portanto, quando um lenço é retirado, o seguinte fica ali, pronto para ser retirado também.
Quanto a textura, são super macios e tem a umidade na medida certa, nem de mais nem de menos. Limpam super bem sendo necessários apenas um ou dois lencinhos para limpeza do cocô.
Preço médio: R$8,48 (no Walmart aqui de Curitiba)
Conclusão: Ótimos lenços umedecidos com um bom custo x benefício. Limpam bem, tem umidade na medida certa e não possuem fragrância. Podem ser usados para limpeza na troca de fraldas, mãos e rosto do bebê.
Recebi esse produto da empresa Daskom para uma avaliação aqui no blog. É um tapete bem bacana para as crianças e bebês brincarem e também uma opção aos tatames de EVA, por exemplo.
O produto é fabricado na Coréia do Sul, com material a base de PVC aerado que ajuda a manter a elasticidade original por mais tempo. O revestimento feito de uretano reforça a resistência do tapete e atua contra sujeira, manchas, mofo, etc. Quanto ao tamanho, ele tem as medidas de 140 cm x 100 cm x 1,2 cm de espessura.
O tapete possui dois lados, sendo um ilustrado com motivos infantis e bichinhos, além de palavras em português e inglês e outro lado imitando madeira.
Informações do fabricante:
Características do tapete:
- Acolchoado macio;
- Antitérmico: não transmite a temperatura do solo onde se encontra;
- Atóxico: não contém metais pesados nem químicas tóxicas. É antialérgico;
- Higiênico: não acumula poeira nem ácaros. Não absorve líquidos;
- Ecologicamente correto: material reciclável. Material básico em PVC aerado;
- Resistente: garantia de uso prolongado (5 a 10 anos);
- Fácil limpeza: a limpeza é feita somente com tecido umedecido em água. Não deverão ser usados produtos químicos;
- Superfície com quadriculados em alto-relevo;
- Imagem ampla frente e verso: imagens maiores e nítidas impressas na frente e no verso do tapete;
- Antirruído: com sua maciez e grossa espessura, evita barulhos das atividades da criança e dos brinquedos por ela jogados no chão (muito indicado para moradores de apartamentos).
Quando abri a embalagem senti um cheirinho de tinta, que sumiu no dia seguinte. O próprio fabricante alerta para isso em seu site, dizendo que “o produto é reconhecido e certificados por vários países europeus e americanos (apenas na hora da abertura da embalagem pode ocorrer odor de tinta de impressão. Isso é normal e alguns dias depois desaparecerão naturalmente). Eles não oferecem riscos a crianças alérgicas ou com peles sensíveis”.
Achei mais macio e antitérmico que o tatame de EVA que temos aqui em casa. Mesmo porque a espessura do EVA é de 1 cm e do tapete é de 1,2 cm. Ele também é mais fácil de ser guardado e até é possível levá-lo em viagens, por exemplo. Basta enrolá-lo. Com as placas grandes de EVA isso não é possível.
A Melanie gostou bastante, especialmente de identificar os bichinhos e objetos que ilustram um dos lados do tapete.
Preço: R$259,00
Conclusão: É uma boa opção de tapete para bebês e crianças e embora tenha um valor mais alto do que um tatame de EVA, por exemplo, tem as vantagens de ser mais fácil de limpar, mais macio e antitérmico e ainda ser ilustrado, garantindo um bom entretenimento e aprendizado aos pequenos.
Para maiores informações sobre o produto, clique aqui.
Ainda essa semana rola o sorteio de um destes aqui no blog!
Eis um problema: a paternidade, que deveria ser o momento mais feliz da vida dos casais – de acordo com tudo o que aprendemos –, na verdade nem sempre é assim. Ou, melhor dizendo, não é nada disso. Para boa parte dos pais e (sobretudo) das mães, filhos pequenos são sinônimo de cansaço, estresse, isolamento social e – não tenhamos medo das palavras – um certo grau de infelicidade. Ninguém fala disso abertamente. É feio. As pessoas têm medo de se queixar e parecer desnaturadas. O máximo que se ouve são referências ambíguas e cheias de altruísmo aos percalços da maternidade, como no chavão: “Ser mãe é padecer no Paraíso”. Muitas que passaram pelo padecimento não se lembram de ter visto o Paraíso e, mesmo assim, realimentam a mística. Costumam falar apenas do amor incondicional que nasce com os filhos e das alegrias únicas que se podem extrair do convívio com eles. A depressão, as rachaduras na intimidade do casal, as dificuldades com a carreira e o dinheiro curto – disso não se fala fora do círculo mais íntimo e, mesmo nele, se fala com cuidado. É tabu expor a própria tristeza numa situação que deveria ser idílica.
A matéria tem vários pontos interessantes de serem abordados e que são sim, reais. Mas essencialmente, uma coisa me chamou a atenção: a palavra “infelicidade”, escrita por diversas vezes no texto, que fala de filhos.
Para mim, ter filhos é uma opção, uma causa que você abraça, um estilo de vida que cada casal leva do seu jeito. E existe sim muita frustração, muito cansaço, muita angústia, muito medo, muita culpa, gastos… aquela vida (social, sexual…) que você tinha e que some/muda rapidinho. Mas, pelo menos na minha vida materna, “infelicidade” é uma coisa que não existe. Todos os outros sentimentos existem ou já existiram nesse coraçãozinho aqui, até depressão pós parto eu tive. Mas nunca me senti “infeliz” em ser mãe.
Lembro que antes de me casar, algumas pessoas diziam “não faça isso!” ou “pois é, tem gente que quer sair e tem gente que quer entrar”. O mesmo eu ouvi quando falei de ter filhos. Ou seja, as pessoas nos alertam sim, de maneira muito negativa e subjetiva, é verdade, mas alertam. A gente não ouve porque quer ousar, quer tentar, quer pagar pra ver e porque também sabe que vale a pena.
Claro que poderiam ter me pego pelo braço e dito a real mesmo: “Michelle, ó, seguinte. Essa sua vida sossegada, egoísta, livre, vai acabar quando você tiver filhos. E ser mãe é muito, mas muito mais difícil do que você pode imaginar”. Talvez eu tivesse enfrentado as coisas de forma diferente, talvez eu estivesse mais preparada. Mas as pessoas normalmente só falam das trocas de fralda, da privação de sono… Não falam desses sentimentos ambíguos que temos durante toda a jornada da maternidade.
Desde o comecinho, se alguém me perguntava como era ser mãe, eu sempre contava todos os percalços, todos os perrengues, nunca fantasiava ou enchia de flores. Contava os dois lados da moeda, o bom e o ruim. E acho que assim que tem que ser mesmo.
A matéria diz que deixamos de falar a verdade, que nos sentimos “infelizes”, por vergonha. Mas no fundo, bem no fundo, todo mundo sabe que ser pai e ser mãe é punk e que tem horas que temos vontade de largar tudo e fugir pro México. E não há nada de vergonhoso em admitir isso não. Afinal, você não abandona sua condição de ser humano porque teve filhos.
O filósofo Luiz Felipe Pondé termina a matéria dizendo que “O desafio de ser pai ou mãe requer virtudes como coragem e generosidade – e talvez alguma dose de loucura” e pra mim, isso até é verdade, mas vale para muita coisa na vida, não só para ter filhos. Tudo requer uma grande dose de coragem, generosidade e loucura.
Já faz um tempo que eu queria falar disso, mas no fundo foi bom ter esperado um pouco porque agora posso reunir vários links bacanas aqui para vocês.
Por muito tempo achava-se que violência era somente o ato físico, de bater, por exemplo. Hoje em dia já entendemos que a violência verbal pode ser tão grave e ofensiva quanto a violência física e que ainda, existem outros tipos de violência, que se apresentam de maneira sorrateira, quase que sutil e passam desapercebidas da maioria das pessoas por estarem “acostumadas ao sistema”. Aí que entra a violência obstétrica.
infográfico de Emídio Pedro
Eu comecei a me inteirar do assunto vendo a triste realidade de algumas mulheres corajosas que compartilharam suas histórias neste vídeo que vocês veem abaixo. Fiquei em choque. Chorei. Porque a gente acha que esse tipo de coisa não acontece ou que é coisa rara de acontecer. Pensa que é falta de sorte. Pensa que não acontece em “cidade grande”. Mas infelizmente, acontece sim.
Muito tem se falado do assunto nos últimos meses e quanto mais pessoas tiverem acesso à informação, melhor. Quanto mais pessoas puderem se resguardar e proteger a si mesmas e a seus bebês, melhor.
Por isso selecionei alguns links de ótimas matérias e posts que devem ser lidos e compartilhados.
Na hora de fazer não gritou - Texto sensível e muito esclarecedor da jornalista Andrea Dip com depoimento de grandes nomes do parto humanizado do Brasil, como Jorge Kuhn, Ana Cris Duarte, Ana Carolina Frazon.
Defendemos que mães e pais tenham o direito de escolher como querem ter seus filhos. Mas que seja um escolha de fato, baseada em informação de qualidade. Então vamos pesquisar os prós e contras de cada modelo, confrontar os médicos (de lá e de cá), entender e assumir as consequências de cada escolha que fizermos. O que tentamos aqui foi estimular o primeiro passo, o que requer mais coragem, o que é um caminho sem volta: afastar os paninhos azuis que cobrem a visão.
Para terminar, deixo vocês com esse vídeo promocional do documentário O Renascimento do Parto, que está atualmente em negociação de distribuição. O filme é espetacular, sincero e comovente. Daqueles que devem ser assistidos por todos. Já perdi a conta de quantas vezes assisti e me emociono em todas elas. Pra mim, é perfeito.
Assista, se inspire, compartilhe, envie para o seu obstetra até, como eu fiz.